Prisão do ex-presidente do Rioprevidência aprofunda escândalo no fundo previdenciário do Rio.

Ex presidente da Rioprevidência Deivis Marcon Antunes, preso

A prisão do ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, realizada em ação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), marca um novo e grave capítulo nas investigações sobre a gestão do fundo previdenciário dos servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro.

A detenção ocorreu nesta terça-feira, no município de Itatiaia, no Sul Fluminense, durante a segunda fase da Operação Barco de Papel, que apura suspeitas de corrupção, gestão fraudulenta, desvio de recursos públicos e investimentos de alto risco no Banco Master.

Ex-presidente do Rioprevidência foi interceptado na Via Dutra.

Segundo informações da Polícia Federal, Deivis Marcon Antunes estava fora do Brasil e desembarcou na manhã desta terça-feira no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Após a chegada, ele alugou um carro e seguiu viagem pela Rodovia Presidente Dutra, com destino ao Rio de Janeiro.

A movimentação já era monitorada pelas autoridades. O ex-presidente do Rioprevidência foi interceptado por agentes da PRF em Itatiaia, sendo preso sem resistência e encaminhado à delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda, de onde seguirá para a sede da corporação no Rio.

Prisão foi determinada pela Justiça Federal do Rio de Janeiro.

A ordem de prisão temporária foi expedida pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de ocultação de provas e obstrução das investigações. Para a Justiça, havia risco concreto de que o investigado interferisse no andamento do inquérito policial.

Ao todo, a PF cumpriu três mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina. Outros dois investigados seguem foragidos, segundo a Polícia Federal.

Operação Barco de Papel investiga investimentos do Rioprevidência no Banco Master.

A Operação Barco de Papel foi deflagrada para apurar investimentos suspeitos realizados pelo Rioprevidência no Banco Master, instituição financeira que recebeu quase R$ 1 bilhão do fundo previdenciário estadual durante a gestão de Deivis Marcon Antunes e de outros ex-diretores.

As aplicações investigadas ocorreram entre 2023 e 2024 e envolveram letras financeiras, um tipo de investimento considerado de alto risco e sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Investimentos de alto risco colocaram em perigo a previdência dos servidores.

Especialistas apontam que esse tipo de aplicação é incompatível com a natureza de um fundo previdenciário, cuja principal função é garantir o pagamento futuro de aposentadorias e pensões. A Polícia Federal investiga se houve decisões técnicas irresponsáveis, favorecimento indevido ou vantagens ilícitas envolvendo gestores e instituições financeiras.

Primeira fase da operação levou à renúncia do ex-presidente.

A primeira fase da Operação Barco de Papel foi deflagrada em 23 de janeiro, quando a PF cumpriu mandados contra dirigentes do Rioprevidência. Na ocasião, Deivis Marcon Antunes estava em viagem aos Estados Unidos.

No mesmo dia da operação, ele renunciou ao cargo de presidente do Rioprevidência, tendo sua exoneração publicada oficialmente pelo governo do Estado do Rio de Janeiro. A saída imediata levantou suspeitas e acelerou o aprofundamento das investigações.

Polícia Federal apura corrupção e gestão fraudulenta..

  • As investigações apontam indícios de:
  • Gestão fraudulenta de recursos públicos.
  • Desvio de dinheiro.
  • Corrupção ativa e passiva.
  • Possível lavagem de dinheiro.

Organização criminosa.

A Polícia Federal analisa documentos apreendidos, transações financeiras, contratos, comunicações internas e movimentações bancárias para identificar todos os envolvidos no esquema.

Escândalo gera preocupação entre servidores do Estado.

O caso provoca forte apreensão entre servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro, que dependem do Rioprevidência para garantir seus benefícios previdenciários.

O escândalo reacende o debate sobre:

  • Falta de fiscalização em fundos públicos.
  • Responsabilização de gestores.
  • Transparência na administração previdenciária.

  • Proteção do patrimônio dos servidores.

Novas fases da operação não estão descartadas.

A Polícia Federal informou que a Operação Barco de Papel continua em andamento e que novas fases podem ser deflagradas conforme o avanço das investigações. Outras prisões e denúncias formais ao Ministério Público Federal não estão descartadas.

Caso as irregularidades sejam confirmadas, os envolvidos poderão enfrentar penas severas, incluindo longos períodos de prisão e perda de direitos políticos.

Prisão do ex-presidente do Rioprevidência é marco no combate à corrupção.o

A prisão de Deivis Marcon Antunes representa um marco importante no enfrentamento à corrupção e à má gestão de recursos públicos no Brasil. O caso do Rioprevidência expõe falhas graves no controle de fundos previdenciários e reforça a necessidade de governança responsável, fiscalização rigorosa e punição exemplar.

A sociedade aguarda agora que a Justiça avance com firmeza para garantir que os responsáveis sejam punidos e que o dinheiro dos servidores seja protegido.

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