O massacre da festa nova, a visita de Flávio Bolsonaro e a impossibilidade moral da neutralidade.
O dia 7 de outubro de 2023 entrou para a história como uma das datas mais sombrias do século XXI. Naquela manhã, enquanto jovens celebravam a vida, a música e a liberdade em um festival ao ar livre no sul de Israel, o terror irrompeu de forma brutal. O ataque coordenado do grupo terrorista Hamas contra civis indefesos, especialmente no local conhecido como Festa Nova, não foi apenas mais um episódio de violência no Oriente Médio — foi a exposição nua e crua do mal em sua forma mais covarde.
Meses depois, o local foi visitado pelo senador brasileiro Flávio Bolsonaro, que caminhou por aquele solo marcado por sangue inocente e silêncio sepulcral. Sua presença ali teve um significado simbólico e político: lembrar ao mundo que o 7 de outubro não pode ser relativizado, distorcido ou esquecido. O que aconteceu ali não foi guerra. Foi terrorismo.
A Festa Nova: de celebração à tragédia.
Quando terroristas do Hamas invadiram o local, o cenário mudou em segundos. O que se seguiu foi um massacre deliberado: pessoas executadas à queima-roupa, outras sequestradas, mulheres violentadas, jovens perseguidos e mortos enquanto tentavam fugir. Não houve confronto. Não houve defesa possível. Houve caça humana.
Hoje, ao visitar o local, o que se vê são objetos abandonados, memoriais improvisados, fotos das vítimas e um silêncio que grita mais alto do que qualquer discurso. É ali que se compreende que nenhum vídeo, nenhuma imagem e nenhum relato conseguem traduzir plenamente a dimensão do horror vivido naquele dia.
O 7 de outubro e a tentativa de relativização.
Desde o ataque, parte da comunidade internacional tentou enquadrar o massacre dentro de uma narrativa política simplista, tratando-o como consequência de um conflito histórico ou como um “ato de resistência”. Essa tentativa de relativização é, por si só, uma segunda violência contra as vítimas.
Não existe causa política, ideológica ou religiosa que justifique o assassinato de civis desarmados. Quando crianças, jovens e famílias são alvos deliberados, não estamos diante de um debate geopolítico legítimo, mas de terrorismo.
O 7 de outubro rompeu qualquer possibilidade de ambiguidade moral. A partir daquele dia, a linha entre o bem e o mal tornou-se visível, concreta e inegociável.
A visita de Flávio Bolsonaro: memória e posicionamento.
A visita do senador Flávio Bolsonaro ao local da Festa Nova teve um peso simbólico importante. Em um mundo cada vez mais dominado por narrativas seletivas e silêncios convenientes, estar fisicamente presente em um local de massacre é um ato de memória e de posicionamento.
Ao caminhar pelo local, Flávio Bolsonaro reforçou algo essencial: lembrar o 7 de outubro não é incitar ódio, mas defender a verdade. Não se trata de política partidária, mas de humanidade. Esquecer ou minimizar aquele dia é abrir espaço para que atrocidades semelhantes se repitam.
A presença de uma autoridade internacional no local também envia uma mensagem clara: o terrorismo não pode ser normalizado, romantizado ou instrumentalizado por interesses ideológicos.
O mal existe — e precisa ser reconhecido.
Há momentos na história em que a neutralidade deixa de ser uma posição prudente e passa a ser uma forma de cumplicidade. O 7 de outubro é um desses momentos.
Diante de cenas tão explícitas de crueldade, não saber distinguir o bem do mal já não é uma questão de dúvida intelectual, mas de escolha moral. Quando alguém vê civis sendo massacrados e ainda assim tenta justificar, minimizar ou inverter valores, essa pessoa não está confusa — está alinhada.
Do ponto de vista espiritual, essa inversão moral é ainda mais grave. A própria Bíblia adverte sobre os tempos em que o mal seria chamado de bem e o bem de mal. O que se viu após o 7 de outubro foi exatamente isso: uma tentativa organizada de reescrever a realidade, apagar vítimas e diluir responsabilidades.
Terrorismo não é resistência.
É fundamental deixar isso claro: o Hamas não representa o povo palestino, mas também não pode ser tratado como um ator político legítimo. Trata-se de uma organização terrorista reconhecida internacionalmente, cuja estratégia inclui o uso de civis como escudos humanos e o assassinato deliberado de inocentes.
O ataque à Festa Nova não teve qualquer objetivo militar. Seu único propósito foi espalhar medo, dor e caos. Foi um ataque contra a vida, contra a liberdade e contra qualquer valor civilizatório.
Chamar isso de “resistência” é desonrar a memória das vítimas e banalizar o terrorismo.
A responsabilidade da memória.
A história mostra que tragédias esquecidas tendem a se repetir. Por isso, lembrar o 7 de outubro é um dever moral. Não para alimentar ódio, mas para preservar a verdade.
Memoriais, visitas, vídeos e relatos cumprem um papel essencial: impedir que o massacre seja reduzido a estatísticas ou notas de rodapé. Cada vítima tinha um nome, uma família, sonhos e planos interrompidos de forma brutal.
A Festa Nova hoje não é apenas um local físico, mas um símbolo. Um lembrete de até onde o ódio pode chegar quando não é confrontado com clareza moral.
O silêncio também é uma escolha.
Em tempos de polarização e medo de cancelamento, muitos optam pelo silêncio. No entanto, o silêncio diante do mal também comunica algo. Ele pode ser interpretado como indiferença, omissão ou até concordância.
O 7 de outubro exige posicionamento. Exige coragem para chamar as coisas pelo nome. Exige clareza para afirmar que terrorismo é terrorismo, independentemente de quem o pratique ou de qual bandeira tente usar.
Conclusão: enquanto ainda há tempo.
O massacre da Festa Nova não pode ser esquecido, relativizado ou instrumentalizado. Ele deve ser lembrado como um marco de alerta para o mundo. Um lembrete de que o mal existe, age de forma organizada e se aproveita da confusão moral para avançar.
A visita de Flávio Bolsonaro ao local reforça a importância da memória e do posicionamento. Não se trata de política externa, mas de valores universais: a defesa da vida, da verdade e da justiça.
Enquanto ainda há tempo, é preciso despertar consciências. Porque quando o mal não é confrontado, ele se sente autorizado a voltar. E a história, infelizmente, já nos mostrou o preço desse esquecimento.
Que o 7 de outubro de 2023 jamais seja apagado. E que cada um de nós tenha a coragem de escolher o lado certo da história.

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